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THALES DE MORAES

(Esse colaborador espontâneo do site é Produtor Audiovisual, Bacharel em Cinema, graduando em Pedagogia.
Seus textos são publicados na íntegra quanto ao conteúdo e à forma gramatical com a qual chegam à Redação do site)
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AND THE OSCAR GOES TO...
(9 de março de /2010)
Dizem que o ano só começa após o carnaval, é bem verdade...Os ditos populares não erram nunca! Para o cinema, o ano começou com tudo... Com disputas entre ex-marido e ex-mulher, e nesse caso, todo mundo meteu a colher. James Cameron (“Avatar”) e Kathryn Bigelow(“Guerra ao Terror”), travaram uma disputa em diversos festivais e o confronto era a sensação, um “must” para a imprensa. Só se falou nisso durante meses. A batalha final aconteceu domingo na cerimônia do Oscar, onde o grande vencedor foi o conservadorismo da academia, em uma cerimônia previsível em que filme de época leva o prêmio de melhor figurino, e filme de guerra ganha o prêmio de som... Nunca uma animação que custou quase meio bilhão de dólares levaria a estatueta de melhor filme. Além do mais, “Avatar” não merecia tal prêmio, foram 237 milhões de dólares investidos apenas em tecnologia digital, novos softwares e técnica... Pena que esqueceram todo o resto... o conteúdo da história é raso, a tentativa de fazer  um apelo ecológico simples  foi válido, mas acabou parecendo uma grande propaganda de margarina. Já os 11 milhões de “Guerra ao Terror” foram suficientes para levar 6 Oscars para casa, enquanto “Avatar” levou apenas 2 prêmios técnicos e um de melhor fotografia, que deveria se chamar melhor fotografia “digital” e “ prêmio para o filme mais rico”, já que a produção foi realizada quase integralmente em computadores! Além do conservadorismo da academia, prevaleceu também a sensatez, bom gosto, e reconhecimento ARTISTICO.  Dar prêmios a um filme extremamente caro, abriria precedentes para uma disputa quase bilionária no mercado e em tempos de crise isso seria um tiro no pé para indústria cinematográfica.

VALORIZAR A CULTURA BRASILEIRA
(15 de outubro/2009)

Quinta (9/10), encerramento do Festival de Cinema da cidade Maravilhosa. Nesta noite de premiações, o que mais chamou atenção, foi o comentário do Dir. Raphael Alvarez ao receber o prêmio de melhor documentário. Ele agradeceu ao juri, por ter escolhido um filme cultural, que mostrava a diversidade brasileira e não mais um daqueles muitos filmes clichês, sobre as mazelas sociais do nosso país. Comentário este, que veio bem a calhar em meio a todo o clima olimpico, vivido por nossa cidade. Fato que o Festival do Rio fez questão de frisar muitas vezes. O grave dessa situação toda, é que só nossas tragédias são vendidas lá fora, como produto de primeira linha. Um exemplo e o longa-metragem “Salve Geral“  do dir. Sergio Rezende, escolhido para “defender” nosso país na briga pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. Esse estigma da violência já está tão exposto, que a mídia de Chigaco – cidade americana candidata as olimpiadas de 2016 – também cidade natal de um dos maiores gangster (Al Capone) do mundo, estava caindo em cima da violência do Rio, como se lá não existisse isso! Devemos parar de mostrar nossas mazelas a troco de quase nada e valorizar nossa cultura tão rica.

"TIVERAM QUE ME ENGOLIR NESSA, NÉ ?
(16 de setembro/2009)

Não, não estamos falando de Zagallo aqui, e sim da rainha dos baixinhos, que agora foi escolhida – por poucos – rainha do cinema brasileiro, após receber uma  linda homenagem do festival de gramado Xuxa resolveu profanar essa frase.  Não entraremos no mérito de ser merecedora ou não de tal homenagem afinal de contas ela já levou mais de 30 milhões de espectadores ao cinema, mesmo com seu último filme não tendo atingido a um vinte avos dessa marca.  E nem no mérito de sua negação aos seus primeiros filmes como “Amor estranho Amor” de Walter Hugo khouri  de 1979. O que surpreende de fato, é seu discurso que nos remete, a uma leve prostituição da  arte para os meios de comunicação. Será que o cinema brasileiro e Gramado precisa disso pra aparecer ?

MOSCOU
(21 de agosto/2009)
Eduardo Coutinho um dos grandes cineastas brasileiro, está com seus filmes sendo exibidos em uma mostra no Instituto Moreira Sales em sua homenagem, além disso ele está lançando seu mais novo filme “Moscou“, sobre  a peça teatral “Três Irmãs“ de Anton Tchecov, Coutinho em “Moscou“ continua com sua tendência de investigação entre realidade e ficção, porém, ao contrário de seu último trabalho “Jogo de Cena“, o diretor não dá ferramentas suficientes para o espectador entrar na obra, e compreender o que é ficção e o que é relativo ao passado do ator. O resultado disso é um filme que não atinge as massas, na verdade atinge pouquissimas pessoas, o que se pode ver na pré-estreia, eram pessoas em sono profundo durante a exibição e um descontentamento com os oitenta minutos de exibição, a obra tem causado uma certa discussão sobre sua qualidade como filme, contudo é sempre válido assistir cinema nacional

JEAN CHARLES
(16 de julho/2009)
O Filme mostra os meses finais do brasileiro assassinado pela policia britânica em 2005, porém sua história fica em segundo plano na trama, que prefere evidenciar o dia a dia dos brasileiros na Inglaterra. A obra é dirigida pelo documentarista Henrique Goldman, sua experiência com esse gênero fica clara no começo do filme, onde os movimentos de câmeras e o naturalismo apresentado pelos planos dissolvem todo o teor ficcional da obra. Por isso também faltou tato com os “não atores” que interpretaram papéis no filme, como por exemplo, a prima e o patrão de Jean Charles, que vivem eles mesmos, de forma pífia. Os problemas não param por ai, além atuações amadoras, exceto Selton Mello que novamente interpreta muito bem seu personagem, o som direto do filme é muito ruim o que dificulta o entendimento da fala dos personagens e por diversas vezes a câmera perde o foco. O filme tem seus pontos positivos, ele é esclarecedor ao mostrar que Jean Charles não levou um tiro por acaso, e sim, por ter sido confundido com um terrorista que vivia no mesmo endereço que ele; e também ao mostrar como vivem os brasileiros em Londres – uma das identificações do diretor com a obra, já que ele viveu grande parte da sua vida fora do país -, o roteiro descreve muito bem a vivência de Jean Charles, mas peca ao deixar de lado o assunto principal: o seu assassinato e suas motivações.

QUEM VAI DESCASCAR ESSE ABACAXI ?
(8 de maio/2009)
O projeto de mudança da Lei Rouanet estava sob consulta até o dia 5 de maio.
Desde que foi divulgado, tem causado temor em toda classe cinematográfica e artística em geral. Principalmente por que esse projeto de lei tem como fundo financiador o Fundo do Audiovisual, que acaba beneficiando prioritariamente o cinema industrial. De forma sintetizada, podemos dizer que os longas culturais, curtas, cineclubes, festivais, financiamento de estudos, preservação e outras áreas, não seriam contempladas da forma que necessitam, ficando quase que ausentes de possibilidades de recursos. O que agrava mais a situação é o fato da ANCINE (Agência Nacional de Cinema) estar favorável aos filmes que promovem um grande retorno de bilheteria e também um retorno palpável para os investimentos dos patrocinadores.  O que a classe deseja é a criação de um outro fundo qualquer dentro da Rouanet que possa financiar tais áreas, que são extremamente importantes para a difusão de uma cultura cinematográfica brasileira. O que se espera é uma decisão acertada do ministério da cultura

5 MILHÕES
(13 de março/2009)
 “Se eu fosse você 2”, vem quebrando todos os recordes de bilheteria nacional desde 1995 quando houve a retomada da produção audiovisual no Brasil. Em sua primeira semana arrecadou 560 mil, cifras que poucos filmes brasileiros chegaram próximos. No dia 02/03 tornou-se o recordista oficial de público chegando a marca de 5.324.952 milhões de espectadores e com um faturamento que passa os R$ 45 milhões, tornando-se a maior arrecadação da indústria brasileira atrás apenas de Titanic e da série Homem-Aranha, tudo isso em 9 semanas.
Todos esses números e recordes são louváveis, porém, deve se refletir sobre a qualidade do filme, que nem deveria ser chamado de filme, o que vemos ali é televisão pura, e o que é pior, o próprio telespectador percebe isso, apesar de parecer esquetes do programa Zorra Total, “Seu eu fosse você 2” tem os seus méritos, Tony Ramos e Glória Pires são extremamente competentes, porém as piadas são forçadas e sempre são explicadas no final assim como no Zorra Total,  é válido e importante para o cinema nacional atingir grandes públicos, aumentar a fatia de bilheteria, tentar competir dentro do nosso mercado com os  filmes americanos que estão sempre dominando, mesmo que para isso tenhamos que copiar as fórmulas estrangeiras, como é o caso do filme do Daniel Filho, porém se é pra copiar, copiemos os acertos e não os erros e com qualidade.
560 mil na primeira semana
5.312.057 milhões
Se eu fosse você 2 é oficialmente campeão da retomada.

Com os resultados desta segunda-feira, 2 de março, Se eu fosse você 2 chegou a 5.324.952 espectadores – tornando-se oficialmente o recordista de público da retomada, à frente de Dois filhos de Francisco. Com faturamento de mais de R$ 45 milhões, o filme tornou-se também a quinta maior arrecadação da indústria brasileira em renda, passando Paixão de Cristo e ficando atrás somente de Titanic e dos três filmes da série Homem-aranha.

Para Walkíria Barbosa, sócia da Total Filmes e produtora do filme, este último feito é particularmente significativo: “Ter um filme brasileiro entre as cinco maiores rendas da história da indústria no Brasil é uma conquista muito importante para a nossa produtora e para o cinema brasileiro como um todo, inclusive para parâmetros internacionais, que mede o sucesso dos filmes pela bilheteria”. Walkíria conta que uma nova campanha de sustentação começa a partir do próximo fim de semana, o que pode dar novo fôlego à carreira do filme, que está em sua nona semana. Em parceria com a Caixa Econômica Federal, a promoção dá direito a um acompanhante para quem comprar um ingresso para o filme.

Walkíria chama atenção ainda para o fato de que Se eu fosse voc ê 2 poderia ter feito ainda mais público se o Brasil tivesse um circuito de 4,5 mil salas. “Praças do interior, como Campos e Macaé, que ganharam multiplex, fizeram toda a diferença”, ela conta.


FIM DO SILÊNCIO, COMEÇO DA POLÊMICA
(24 de janeiro/2009)
“Assassinas”,”abortistas”,”hereges”,”feministas não presta”, “elas tem que ir pra cadeia”... Após dois meses de muita polêmica no You Tube e com mais de seis mil visitas, o documentário “Fim do Silêncio” de Thereza Jessouroun ganhador do primeiro edital do Selo Ficruz Vídeo, vem arrancando declarações fortes de todos que assistem à algumas cenas na internet, o filme mostra treze mulheres que falam como e por que fizeram aborto ilegal no Brasil, a obra de Thereza Jessouroun foi rodado em três regiões São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, a diversidade das mulheres mostra que essa situação pode acontecer com qualquer mulher,  e também a que método cada uma recorreu  na hora do desespero. Para revolta dos pró-vidas o filme terá sua primeira exibição no dia 30 às 16:00 no Fórum Social Mundial que este ano acontece em Belém, o filme faz parte da Mostra Itinerante HumanizaSUS. Para assistir algumas cenas do filme basta clicar no link à seguir  http://br.youtube.com/watch?v=XbSUP0G5_Y0.

FAVELA, POBREZA E VIOLÊNCIA
(7 de novembro/2008)

Ninguém quer fala de pobreza, estamos em uma época que denúncia social parece não ser mais bem vista, é preocupante a forma como os cineastas (principalmente os brasileiros) atuais vendem favela, pobreza e violência para o grande público. Poucos são aqueles que falam fazendo denúncia social, e os que fazem estão tendo que ‘florear’ seus projetos para enganar aqueles que dão dinheiro para um filme ser feito. Espero que daqui a alguns anos nossos filmes não fiquem completamente vazios. Parece que, quando Glauber escreveu seu manifesto Eztetyka da Fome, ele já previa o futuro, talvez.
“...Onde houver um cineasta disposto a filmar a verdade e a enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura, aí haverá um germe vivo do Cinema Novo; onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do Cinema Novo; onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a pôr seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do Cinema Novo.
"A definição é esta e por esta definição o Cinema Novo se marginaliza da indústria, porque o compromisso do Cinema Industrial é com a mentira e com a exploração...” ( Glauber Rocha)

CRÍTICA
"CASHBACK"
(22 de outubro/2008)

Após ter indicações ao oscar como melhor curta em 2006 e acumular muito prêmios, o diretor Sean Ellis resoveu dar continuidade a seu projeto e sexta feira o longa pode ser conferido nos cinemas, com muitas cenas novas.
O filme é preenchido com belas imagens e movimentos de câmera, sendo que muitas delas impressionam pela dificuldade em se fazer e a maestria de como são feitas. É como ver um quadro a ser pintado.
O filme começa com  Suzy (Michelle Ryan), a namorada de Ben (Sean Biggerstaff ), brigando verbalmente com ele,  tacando objetos nele, tudo isso em câmera lenta e com uma trilha sonora que transforma a cena em algo muito divertido.
Após a briga, Ben sofre horrores e passar ter insônia. Para ocupar o tempo, arruma um emprego noturno em um supermercado e passa a parar o tempo. Nisso, surgem as imagens mais belas do filme, algumas são verdadeiras pinturas o que é muito bem relacionado com o personagem de Ben, que estuda belas artes.
A composição desses planos é feita com maestria, todos parados e apenas Ben andando, tirando é claro na hora que tem uma piscada de uma figurante...
No supermecado Ben se apaixona por uma caixa de supermercado Sharon (Emilia Fox),  em uma festa Ben encontra sua ex namorada Suzy, que pede desculpas arrependida e o beija, Sharon se desespera com essa situação e se repete a cena que começa o filme( câmera lenta e uma mulher xingando Ben), aos comentários de ‘Já vi essa cena antes’.
CashBack estréia sem holofotes, tapete vermeho e toda a badalação Hollywoodiana, mesmo por que é um filme britânico, mas cumpre com seu papel e mostra competência em sua execução, sem falar na trilha sonora que se encaixa muito bem com o filme, enfim, uma comédia romântica inteligente que merece ser vista.

ACARAJÉ DO GLAUBER
(17 de outubro)
No dia 14 de outubro o acervo do maior cineasta brasileiro Glauber Rocha foi colocado on-line através do site do Tempo Glauber ( www.tempoglauber.com.br) , nele podemos encontrar qualquer curiosidade sobre o cineasta brasileiro, desde suas correspondências até roteiros inéditos... Vale à pena dar uma visitada e conhecer um pouquinho mais sobre esse que é para os gringos a maior referência de cinema brasieiro e para nós também. A festa de lançamento do acervo on-line  contou com a presença de pessoas importantes do nosso cinema, Cacá Diegues, Jards Macalé, Dandara Guerra, Ana Maria Magalhães, Ricardo Miranda, Marta Luz, Carlos alberto, além de respresentantes do minitério da cultura, da petrobas, e claro a fámilia Rocha.  Após a cerimônia onde foi exibido um filme sobre todo o processo de restauração do acervo do Tempo Glauber do qual eu tive o prazer enorme de participar e acompanhar pessoalmente, foi servido o tão famoso acarajé to Tempo Glauber. O mais importante disso tudo é fato de Glauber poder ir a todos os lares através da internet e é a democratização de um dos dez mais importantes acervos particulares do mundo.  Viva Glauber! Um dos maiores pensadores que já passou por essas terras tupiniquins

PRÓXIMA PARADA, FESTIVAL DO RIO
(28/setembro/2008)
Um dos maiores e mais aguardados festivais de cinema do Brasil começou essa semana, trazendo na abertura o filme do Bruno Barreto Última Parada 174 que mostra a já conhecida história do assalto ao ônibus 174, mais uma tragédia brasileira sendo vendida, o mais engraçado que não somos apenas nós brasileiros que estamos cansado dessa cosmética da fome, a coisa é tamanha que o filme Tropa de Elite recentemente lançado nos EUA recebeu uma  crítica devastadora do New York Times relacionando o filme com uma venda negativa da imagem do Brasil, mas voltemos ao festival, como sempre ele traz ótimas opções para conhecermos melhor a cinematografia de outros países. O festival vai 25 de setembro a 9 de outubro e está recheado de atrações desde muitas pré-estréias nacionais até varias outras de grandes nomes do cinema e personalidades. São ao todo 350 filmes entre eles tem os longas do  Wood Allen e irmãos Coen, essa semana temos a Estréia de A Festa da Menina Morta de Matheus Nachtergaele, muitos filmes, muitas opções só não dá para perder.

PISOU NA BOLA ??!
(12/setembro/2008)
Segue em cartaz o filme show de bola, lendo um título desse logo se imagina 'ih é filme de futebol', como de fato é, porém, não é apenas futebolístico também tem favela, o que é uma realidade costumeira no cinema nacional, a questão é que não é tão nacional assim, o filme é dirigido por um alemão Alexander Pickl, que tem uma visão totalmente 'gringa' da coisa, você vai ver 'na pele' o que a filme Lucia Murat mostrou com o filme olhar estrangeiro, nada como ver um Brasil de um ponto de vista alemão com bastantes estereótipos.
Essa semana estréia Ensaio sobre a Cegueira do Fernando Meirelles um dos filmes mais aguardados do ano, finalmente chegou à hora de todo mundo tirar suas próprias conclusões de um filme que dividiu a crítica cinematográfica mundial drasticamente, sexta é dia de correr para os cinemas.

AFINADÍSSIMOS
(31 de agosto/2008)
Durante as últimas semanas pude conferir quatro pré-estréias, Nossa Vida Não Cabe Num Opalla de Rogério Pinheiro, O Aborto dos Outros da Carla Gallo, Os Desafinados de Walter Lima Jr. e O Mistério do Samba de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, o melhor de tudo que todos os filmes saem do clichê nacional, apesar de dois desses filmes serem documentários.
Nossa Vida Não Cabe Num Opalla traz na trama principal uma família paulista envolvida em roubo de carros, o ponto forte do filme é a participação mais que especial da atriz Dercy Gonçalves como sempre dando um show e a atuação da Maria Luiza Mendonça, o filme frustra o espectador com erros primários de continuidade, porém tem um roteiro muito bem desenvolvido que leva o espectador pra dentro do filme.
O Aborto dos Outros é um documentário sobre aborto legal no Brasil, uma pesquisa primorosa foi feita para a elaboração do roteiro, cenas fortes podem ser vistas como a bolsa de uma menina estourando e caindo o líquido amniótico, o filme é um pouco cansativo e no melhor depoimento você infelizmente não confere o rosto da pessoa ao invés disso você observa por muito tempo uma torneira pingando.
Os Desafinados é provavelmente o maior acerto em matéria de público que o Walter Lima Jr. vai dar, o filme envolve o espectador e mostra com muito bom humor o cenário da Bossa Nova, Walter mostra que não perdeu a mão mesmo depois de 11 anos após o sensível A Ostra e O Vento, o filme tem peca em alguns pontos como a dificuldade de entender quantos anos o personagem do Rodrigo Santoro fica com o passar do tempo, porém, no final do filme o espectador sai do cinema cantando “Copacabana Princesinha do Mar...”.
O Mistério do Samba é uma obra prima musical, um registro apaixonado de sambistas que não são valorizados em meio da cultura do ’Créu’, o filme tem um valor cultural inimaginável se contarmos que não existe nenhum trabalho parecido e também pelo fato de letras de sambas inéditos terem sido descobertas durante o processo de filmagens.
Além desses quatros filmes existem outras obras brasileiras em cartaz: Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito, Devoção, Era uma Vez, Estômago, Linha de Passe, Nome Próprio, O Guerreiro Didi e a Ninja Lili, Pequenas Histórias e Santiago e Show de Bola. Muitas opções pra quem gosta de cinema brasileiro

ZÉ DO CAIXÃO
(19/agosto/2008)
Sexta passada marcou a volta de Zé do Caixão as telas do cinema, com Encarnação do Demônio, mas a grande dúvida é quanto a sua adaptação ao cenário cinematográfico do momento. Zé do Caixão ficou conhecido na década 60 quando lançou alguns filmes trash`s de terror, ele alcançava um público de baixa renda graças ao sistema exibidor da época, hoje grande parte do seu público não tem acesso aos cinemas dos shoppings e também envelheceu. Mojica sempre atingiu um público do interior e suburbano que gastava no preço do ingresso o valor de um salgado na lanchonete da esquina. Vai ser um desafio e tanto, mas para um mercado que só está acostumado com o nordestino e o favelado um terror bem feito sempre é bom. Com todas as possíveis adversidades Mojica tem um ponto a favor Encarnação do Demônio custou 1,8 milhões de reais, muito dinheiro para alguém que estava acostumado fazer produções com menos de 500 mil. Diante do possível problema de público Zé do Caixão se juntou ao Murilo Salles e pediu ao público que comparecesse as salas de cinema no fim de semana de estréia do seu longa, só que dessa vez, através de jornal.Espero que não vire moda.

MAIS DO MESMO
(8/agosto/2008)
Sexta passada estreou mais um filme sobre favela. “Era uma vez” teve direção do Breno Silveira, com um elenco jovem que seduz o público, essa é uma das características do Breno, ele sabe emocionar o espectador.
O filme é uma espécie de Romeu e Julieta, a família do favelado e a família da Viera Souto são contra o namoro.
O grande problema do filme é o grande problema do cinema nacional: vender tragédia. Quando não é favela, é nordestino, cine-tragédia brasileira, cosmética da fome, não importa como é chamado, a questão é que no país, na maioria das vezes, só se produz isso.
O mercado já não é muito bom para os filmes nacionais, e com a repetição dos temas fica difícil reverter a situação. Voltamos, assim, à velha questão da culpa pelo insucesso dos filmes brasileiros na bilheteria nacional: repetição de tema de favelados e nordestinos, esse é um dos motivos, não se engane ao achar que as cine-tragédias fazem sucesso com público. As últimas grandes bilheterias do cinema nacional foram “Tropa de elite” e “2 filhos de Francisco” que, juntos, não fazem 1/5 da quinta maior bilheteira do circuito nacional.

MOVIMENTADO MUNDO DO CINEMA (26/julho/08)
Mais uma estrela se apagou, Dercy partiu e deixou nossos dias mais tristes. Ícone da chanchada, ao lado de Zé Trindade e Oscarito, fez história no nosso cinema. A chanchada perde hoje uma de suas estrelas máximas, que vai deixar muitas saudades.
Mudando de assunto, semana passada circulou um e-mail do Murilo Salles diretor do filme Nome Próprio, dizendo o seguinte:
"Pessoal, alô! Tudo bem?
É AGORA OU NUNCA!
Nessa próxima sexta-feira dia 18 de Julho "Nome Próprio" entra em Cartaz. São 4 anos de trabalho intenso, numa batalha muito ralada por todos nós, uma equipe muito especial e apaixonada...
O QUE é CRUEL é que, na sexta-feira, 18, no sábado, 19, e no domingo, dia 20, NOSSO DESTINO SERá TRAçADO. Cairemos no esquecimento ou poderemos afetar um grupo de gente bacana. VAI DEPENDER DESSE FIM DE SEMANA!!! É bem assim: se as pessoas forem ao cinema e o filme cumprir a renda média do cinema, ele continua em cartaz, dando tempo para o boca-a-boca trabalhar por ele. Se isso não acontecer, na famosa reunião de segunda dia 21, o filme será substituído por um outro. E, 4 anos de trabalhos intensos serão entregues ao esquecimento. É CRUEL MESMO. ?
Estamos lançando o filme com a CARA E A CORAGEM, apostando que fizemos um trabalho de excelência, desafiador, intenso e delicado. ESCREVO ESSE E-MAIL para dizer que CONTO COM VOCÊS com a CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO de nossa equipe, dos atores e de nossos amigos.
Precisamos dizer?às pessoas que amam CINEMA, e que não são poucas, que ASSISTAM? aos filmes logo que entram em cartaz, pois é uma militância SIM pela sobrevivência de um cinema mais autoral, mais pessoal, mais digno.
VAMOS AO CINEMA NESTE FIM DE SEMANA para garantir que o filme
continue mais uma semana, para que o boca a boca pegue. Comuniquem
aos amigos, usem suas redes de influências, disparem esse flyer
pelos seus mailing lists, comentem sobre isso nas baladas?da semana.
Vamos vencer a batalha contra o esquecimento?e?a mesmice!
Contamos com todos vocês.
VALEU, Murilo Salles "
Esse e-mail gera muitos pensamentos. Imagina você tendo investido muito dinheiro em um cinema, e você precisa pagar suas contas, entra em cartaz um filme que não atrai o público e não rende nada em sua estréia, você manteria esse filme em cartaz!?!? Isso traz à tona a velha discussão sobre quem é o culpado do insucesso do cinema nacional nas bilheterias, pode-se dizer que nem todo mundo é vilão e nem todo mundo e vítima.

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Texto 1 - Julho de 2008

Alô, alô Brasil, alô, alô América Latina, alô, alô Mundo! O assunto é cinema!!! Com essa frase de Glauber Rocha, começamos a falar de cinema. O nosso bom e velho cinema nacional continua em sua caminhada árdua para vencer os blockbusters norte-americanos.
Muito se comenta sobre os motivos dos nossos ‘fracassos’ de bilheteria. Seria problema das campanhas de marketing? Seria falta de temáticas interessantes? Ou será a eterna desculpa que cinema nacional é só pornografia?!?! Talvez seja um pouco de cada!
O que se vê, realmente, são filmes de linguagem televisiva conseguindo um público melhor, todos eles sem exceção alguma ligados a Globo Filmes... tirando isso ainda existem os mesmo velhos problemas da não valorização do produto nacional, o pouco incentivo, leis de protecionismos ao nosso cinema são mais que necessárias, não somente as leis, mas também o cumprimento e a fiscalização delas também.
Deixando um pouco de lado esses contratempos, vamos falar do futuro, um futuro não muito distante de bons filmes. Ontem, estive presente na cabine do longa-metragem Elvis e Madonna. O filme, dirigido pelo cineasta Marcelo Laffite, vai, com certeza, gerar controvérsias!
O que dizer sobre um romance entre uma lésbica chamada Elvis (Simone Spoladore) e um travesti chamado: Madonna (Igor Cotrim) ? As risadas são garantidas, com atuação excelente de Igor.
É esperar pra ver.
Entrou em cartaz na sexta-feira passada o drama brasileiro “Pequenas histórias”, dirigido pelo mineiro Helvécio Ratton ,que conta com grande elenco, com destaque para Paulo José, Marieta Severo e Patrícia Pillar. O filme tem duração de 83 minutos. Segue também em cartaz o elogiado e premiado “Estômago”, do diretor Marcos Jorge, que mostra a jornada de Raimundo Nonato (João Miguel), um cozinheiro nordestino que tenta ganhar a vida em São Paulo.
E a última nota: Sexta, dia 18, estréia o drama “Nome Próprio”, de Murilo Salles. Leandra Leal vive uma jovem escritora.
O filme trata da paixão e da superação.
E que muitas estréias venham por ai.
VIDA LONGA AO CINEMA NACIONAL!!

CINECLUBE BAUKURS

Os filmes são exibidos sempre aos sábados, às 19h, no recém-inaugurado Baukurs Cultural e também na filial do curso de alemão, na Barra

Filmes brasileiros e estrangeiros acabam de conquistar novo espaço no Rio de Janeiro. Em sua quarta edição, o Cineclube Baukurs confirma-se como um dos pilares da ponte cultural que o curso de alemão – e agora também centro cultural –  se propõem a construir entre o Brasil e a Alemanha. Na Zona Sul, o Cineclube retoma suas exibições aos sábados, às 19h, agora no Baukurs Cultural, na rua Goethe, 15, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Com tema “Cinema do Desconforto”, os próximos filmes programados são “O Selvagem da Motocicleta”, de Francis Ford Coppola, no dia 24, e “A Cor do Paraíso”, de Majid Majidi, em 8 de maio. Na Barra, haverá sessões de “A Experiência” (22/5) e “O Grupo Baader-Meinhof” (19/6). A entrada é franca, sujeita a reserva de lugar.

 

O Cineclube Baukurs é uma iniciativa de Kim Schünemann de Miranda (20 anos), um dos filhos da sócia-fundadora do curso, Thea, junto com Fernanda Cury (23 anos), Ana Beatriz Braz (26), Paula Serpa (34) e Nathalia Loureiro (25) – todos alunos (ou ex-alunos) do curso de alemão. O objetivo da mostra, segundo Kim, é reunir um representativo quadro sobre o papel do cinema como agente provocador do debate a respeito de nossos limites diante do encontro com o outro, através da seleção de destacados filmes das mais variadas nacionalidades.

 

– Queremos combater a miopia dos nossos tempos com filmes que não tiveram orçamentos milionários, não têm em seus roteiros nenhuma inovação tecnológica e nem efeitos especiais. Apesar disso, cumprem o importante papel de trazer para a tela quadros de uma sociedade que não quer se enxergar, justifica Kim, estudante de Comunicação Social da UFRJ.

 

A programação desta edição do Cineclube, que vai até o começo de julho, trará ainda obras do alemão Uli Edel (“Baader-Meinhof”), do inglês Peter Mullan (“Em Nome de Deus”), do brasileiro José Padilha (“Onibus 174”) e do americano Gus Van Sant (“Elefante”), entre outros. No quesito raridade, destaque para “Festa de Família”, do dinamarquês Thomas Vinterberg, um ótimo exemplo do movimento Dogma 95. Veja a programação completa, abaixo.

 

Baukurs e a cultura

A história da escola teve início em 1978, quando quatro professores decidiram unir-se para atender ao aumento da demanda por aulas de alemão naquela época. As primeiras turmas ocuparam salas alugadas num antigo colégio em Ipanema, mas não demorou muito para ganhar sede própria no Jardim Botânico.

 

O nome Baukurs é uma adaptação da palavra alemã “Aufbaukurs” ou “curso em formação”. Hoje, além da sede na Zona Sul do Rio, o curso tem uma filial na Barra da Tijuca, no shopping Barra Square, que somam cerca de 450 alunos de alemão e de português para estrangeiros.

 

Há oito anos, a sede ocupa uma simpática casa no Jardim Botânico, onde foi possível conciliar os interesses de Thea Schünemann, única das sócias-fundadoras a continuar com o negócio. Foi lá que o cineclube começou, tendo no comando jovens na casa dos 20 anos, entre eles Kim, um dos filhos de Thea. O segundo filho da fundadora também conseguiu seu espaço na casa. Flautista da Pro-Arte, Noah organiza, uma vez por mês, a roda de samba “Samba com Chucrute”, que com a inauguração do Baukurs Cultural, também será realizado no novo endereço. Outros encontros promovidos pelo Baukurs que também mudam de endereço são os “Caldos Culturais”, que reúnem pessoas para um papo sobre um livro, um espetáculo ou outra manifestação cultural interessante tanto para brasileiros como para alemães.

 
 
SERVIÇO: CINECLUBE BAUKURS

DATA: sábados, às 19h

Capacidade: 24 pessoas (no Baukurs Cultural) e 25 (no Baukurs Barra)

É RECOMENDADO RESERVAR LUGAR POR TELEFONE.

 

BAUKURS CULTURAL:

Endereço: Rua Goethe, 15 – Botafogo

Tel: 2530-4847

Funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 21h e sábados, das 12h às 18h

 

BAUKURS BARRA DA TIJUCA – Shopping Barra Square

Endereço: Av. das Américas, 3.555 Bloco 2/sala 301

Tel: 3528-7788


CINECLUBE BAUKURS – PROGRAMAÇÃO DE ABRIL A JULHO

 

O SELVAGEM DA MOTOCICLETA

Ano: 1983

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 94 minutos

Direção: Francis Ford Coppola

SINOPSE

Em uma pequena cidade industrial, o líder de uma pequena gangue, Rusty James (Matt Dillon), vive na sombra de seu ausente irmão mais velho, "O Motoqueiro" (Mickey Rourke). A mãe dele partiu, o pai dele bebe, escola não tem nenhum significado para ele e suas relações são superficiais. Rusty é levado a participar de mais uma briga de gangues e os eventos que se seguem começam a mudar sua vida.

 

a cor do paraíso

Ano: 1999

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 88 minutos

Direção: Majid Majidi

SINOPSE

Mohammad tem 8 anos e é aluno numa escola para cegos em Teerã. Com a chegada das férias, ele espera passar algum tempo com as irmãs, a avó e o pai no vilarejo onde mora a família. Viúvo, o pai encontra-se com dois problemas em relação ao filho: não tem mais condições de mantê-lo na escola especial, e pretende se casar novamente e o menino deficiente é como um obstáculo para isso. Por isso, não quer que ele passe as férias em casa, mas junto a um marceneiro cego que pode tomar o menino como aprendiz.

 

O GRUPO BAADER-MEINHOF

Ano: 2008

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 150 minutos

Direção: Uli Edel

SINOPSE

Alemanha, anos 70. A ainda frágil democracia alemã é abalada por uma série de atentados a bomba. Um grupo liderado por Andreas Baader (Moritz Bleibtreu), Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) combate o que acredita ser a nova face do fascismo: o imperalismo norte-americano. Eles têm o objetivo de criar uma sociedade mais humana, mas para atingi-lo usam métodos que espalham sangue e terror.

 

RÉQUIEM PARA UM SONHO

Ano: 2000

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 102 minutos

Direção: Darren Aronofsky

SINOPSE

Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry, é viciada em programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que é transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.

 

EM NOME DE DEUS

Ano: 2002

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 119 minutos

Direção: Peter Mullan

SINOPSE

Irlanda, década de 60. Margaret (Anne-Marie Duff) foi estuprada num casamento por seu primo. Bernardette (Nora-Jane Noone) é muito bonita e por isso representa um perigo para os homens da vizinhança. Rose (Dorothy Duffy) e Crispina (Eileen Walsh) são mães solteiras. Por causa disso essas quatro mulheres são mandadas para um convento por seus familiares, com o intento de "pagar por seus pecados". Essa punição é por tempo indeterminado, o que significa uma vida de trabalhos forçados na lavanderia do asilo católico. As internas são conhecidas como "as irmãs Magdalena". Elas são humilhadas regularmente pelas madres, que não toleram desobediência, muitas vezes usando até mesmo castigos físicos.

 

ÔNIBUS 174

Ano: 2002

Gênero: Documentário

Classificação: 18 anos

Duração: 133 minutos

Direção: José Padilha

SINOPSE

Uma investigação cuidadosa, baseada em imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais, sobre o seqüestro de um ônibus em plena zona sul do Rio de Janeiro. O incidente, que aconteceu em 12 de junho de 2000, foi filmado e transmitido ao vivo por quatro horas, paralisando o país. No filme a história do sequestro é contada paralelamente à história de vida do seqüestrador, intercalando imagens da ocorrência policial feitas pela televisão. É revelado como um típico menino de rua carioca transforma-se em bandido.

 

FESTA DE FAMÍLIA

Ano: 1998

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 106 minutos

Direção: Thomas Vinterberg


SINOPSE

Patriarca (Henning Moritzen), de família dinamarquesa, comemora seus 60 anos em grande estilo, reunindo a família em um hotel de luxo. Mas uma revelação feita por seu filho pode estragar a festa.

 

A EXPERIÊNCIA

Ano: 2001

Gênero: Ficção

Classificação: 18 anos

Duração: 114 minutos

Direção: Oliver Hirschbiegel

SINOPSE

Uma equipe de cientistas arregimenta 20 presos para uma experiência psicológica em troca de um prêmio em dinheiro. Os prisioneiros são divididos em dois grupos: oito deles fazem o papel de guardas e os outros 12, de internos. As cobaias são isoladas numa área da penitenciária onde certas regras devem ser obedecidas e mantidas pelos guardas. No início, a camaradagem reina no ambiente. Mas a violência não tarda a explodir quando um ex-repórter disfarçado de preso lidera um motim. Os guardas reagem com brutalidade crescente. O conflito se agrava com a morte de um dos presos e a captura dos cientistas que criaram o projeto.

 

ELEFANTE

Ano: 2003

Gênero: Drama

Classificação: 18 anos

Duração: 81 minutos

Direção: Gus Van Sant

SINOPSE

Um dia aparentemente comum na vida de um grupo de adolescentes, todos estudantes de uma escola secundária de Portland, no estado de Oregon, interior dos Estados Unidos. Enquanto a maior parte está engajada em atividades cotidianas, dois alunos esperam, em casa, a chegada de uma metralhadora semi-automática, com altíssima precisão e poder de fogo. Munidos de um arsenal de outras armas que vinham colecionando, os dois partem para a escola, onde serão protagonistas de uma grande tragédia. 

 

 


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