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De acordo com a co-produtora e atriz do filme, Cássia Matte, “JÊ” é um filme longa-metragem baseado em fatos reais.
O filme que se encontra em fase de pré-produção, e será rodado na cidade de Niterói, com produção de Everton Matte e direção de cena de Alan Hanssen e Manduca Quadros. Será rodado em inglês e português, e atores poderão optar por dar seus nomes aos personagens (exceto “JÊ”).
A previsão de lançamento é para maio de  2009 (co-produtora).


JÊ - sinopse 
Longa-Metragem - Duração prevista 1h 50min
Filme “Policial”, baseado num fato real romantizado. Narrativa feita em três partes por uma moça () que sofre, juntamente com uma amiga, um rapto com violência sexual.
 
Cássia Matte
Na 1ª parte mostram-se a vida e trabalho de cinco amigas (DANIELLA, , ANNY, FERNANDA e LAURA). Na 1ª parte a intenção é que o publico envolva-se emocionalmente com a luta delas. 
Surge uma figura misteriosa, CÁSSIA, que tenta se aproximar das garotas. Uma mulher linda e misteriosa, mas, que não inspira confiança. 
Na 2ª parte acontece o seqüestro e violação e em paralelo a busca das amigas ( e LAURA, seqüestradas) pelo resgate das seqüestradas. Cenas fortes de nudez, sexo e violência. Tratamento sem eufemismos da maldade dos elementos do tráfico. Mostrando também a luta de ANNY, FERNANDA e DANIELLA para libertar as seqüestradas. 
Na 3ª parte a fantástica filosofia de , a solidariedade à reconstituição da vida, da felicidade e do amor.  Uma lição de vida e uma grande mudança na personalidade de LAURA que deixa de ser prepotente. O filme não é depressivo. O espectador não deve sair com espírito de revolta e sim da necessidade de fazer-se justiça (diferente de vingança)  e colocar-se ordem e lei ao alcance da população. 
Mostrar deficiências em segurança, mas, passar uma mensagem que tem gente querendo acertar. Acima de tudo mostrar que existe no povo brasileiro uma índole boa. Se a própria pessoa violentada, deu seu perdão a vida, quem dirá o espectador. Mostra especialmente que a grande maioria da policia (civil e militar) é decente.
site provisório: http://www.biacasting.com/JE/filme.asp

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II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina
O evento acontece de 13 a 24 de novembro no Rio de Janeiro (cinema Odeon Petrobras, Centro Cultural Justiça Federal, Centro Afro Carioca de Cinema, Espaço Tom Jobim e numa tenda montada nos Arcos da Lapa). A programação conta com uma mostra com 57 filmes, seminários e oficinas de capacitação. Entre os cineastas estrangeiros confirmados para o Encontro estão Mansour Zora Wade (Senegal), Rigoberto Lopez (Cuba), Derby Arboleda (Colômbia), Apoline Traore (Burkina Faso), Angele Diabang Brener (Senegal), Guy Désiré Yaméogo (Burkina Faso) e Antônio Molina (Cuba).

Os ingressos para as sessões de sessões de cinema custam R$ 2 e as oficinas e seminários têm entrada franca, assim como a programação das Tendas Lapa e Caxias. Há sessões com temáticas femininas e outra, com novos talentos.  

O Encontro é idealizado por Zózimo Bulbul, ícone negro dos anos 60 e 70 por suas interpretações na TV e no cinema. Além de todo o pioneirismo que envolve seu nome, Bulbul foi um dos principais atores dos filmes produzidos no movimento do Cinema Novo. Ele foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira, fazendo par romântico com Leila Diniz em Vidas em Conflito. Rejeitou tanto o estereótipo da marginalidade, como o do escravo preguiçoso ou do negro bandido. Ainda como ator, participou de importantes em clássicos do Cinema Novo de diretores como Glauber Rocha, Cacá Diegues e Leon Hirzman. Como realizador cinematográfico, começou com o emblemático e censurado “Alma no Olho”, seguido de “Aniceto do Império” e do longa “Abolição”. Retomou o olhar de diretor na virada do século fazendo “Pequena África”, “Samba no Trem” e “República Tiradentes”. Em 2007, com 70 anos, inicia um projeto pioneiro e ousado, o Centro Afrocarioca de Cinema, onde realizou o I Encontro de Cinema Negro Brasil África. Em 2008, produz o documentário “Solano Trindade” em homenagem ao centenário do poeta.


THALES DE MORAES

(Esse colaborador espontâneo do site é Produtor Audiovisual, Bacharel em Cinema, graduando em Pedagogia.
Seus textos são publicados na íntegra quanto ao conteúdo e à forma gramatical com a qual chegam à Redação do site)
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FAVELA, POBREZA E VIOLÊNCIA
(7 de novembro/2008)

Ninguém quer fala de pobreza, estamos em uma época que denúncia social parece não ser mais bem vista, é preocupante a forma como os cineastas (principalmente os brasileiros) atuais vendem favela, pobreza e violência para o grande público. Poucos são aqueles que falam fazendo denúncia social, e os que fazem estão tendo que ‘florear’ seus projetos para enganar aqueles que dão dinheiro para um filme ser feito. Espero que daqui a alguns anos nossos filmes não fiquem completamente vazios. Parece que, quando Glauber escreveu seu manifesto Eztetyka da Fome, ele já previa o futuro, talvez.
“...Onde houver um cineasta disposto a filmar a verdade e a enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura, aí haverá um germe vivo do Cinema Novo; onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do Cinema Novo; onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a pôr seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do Cinema Novo.
"A definição é esta e por esta definição o Cinema Novo se marginaliza da indústria, porque o compromisso do Cinema Industrial é com a mentira e com a exploração...” ( Glauber Rocha)

CRÍTICA
"CASHBACK"
(22 de outubro/2008)

Após ter indicações ao oscar como melhor curta em 2006 e acumular muito prêmios, o diretor Sean Ellis resoveu dar continuidade a seu projeto e sexta feira o longa pode ser conferido nos cinemas, com muitas cenas novas.
O filme é preenchido com belas imagens e movimentos de câmera, sendo que muitas delas impressionam pela dificuldade em se fazer e a maestria de como são feitas. É como ver um quadro a ser pintado.
O filme começa com  Suzy (Michelle Ryan), a namorada de Ben (Sean Biggerstaff ), brigando verbalmente com ele,  tacando objetos nele, tudo isso em câmera lenta e com uma trilha sonora que transforma a cena em algo muito divertido.
Após a briga, Ben sofre horrores e passar ter insônia. Para ocupar o tempo, arruma um emprego noturno em um supermercado e passa a parar o tempo. Nisso, surgem as imagens mais belas do filme, algumas são verdadeiras pinturas o que é muito bem relacionado com o personagem de Ben, que estuda belas artes.
A composição desses planos é feita com maestria, todos parados e apenas Ben andando, tirando é claro na hora que tem uma piscada de uma figurante...
No supermecado Ben se apaixona por uma caixa de supermercado Sharon (Emilia Fox),  em uma festa Ben encontra sua ex namorada Suzy, que pede desculpas arrependida e o beija, Sharon se desespera com essa situação e se repete a cena que começa o filme( câmera lenta e uma mulher xingando Ben), aos comentários de ‘Já vi essa cena antes’.
CashBack estréia sem holofotes, tapete vermeho e toda a badalação Hollywoodiana, mesmo por que é um filme britânico, mas cumpre com seu papel e mostra competência em sua execução, sem falar na trilha sonora que se encaixa muito bem com o filme, enfim, uma comédia romântica inteligente que merece ser vista.

ACARAJÉ DO GLAUBER
(17 de outubro)
No dia 14 de outubro o acervo do maior cineasta brasileiro Glauber Rocha foi colocado on-line através do site do Tempo Glauber ( www.tempoglauber.com.br) , nele podemos encontrar qualquer curiosidade sobre o cineasta brasileiro, desde suas correspondências até roteiros inéditos... Vale à pena dar uma visitada e conhecer um pouquinho mais sobre esse que é para os gringos a maior referência de cinema brasieiro e para nós também. A festa de lançamento do acervo on-line  contou com a presença de pessoas importantes do nosso cinema, Cacá Diegues, Jards Macalé, Dandara Guerra, Ana Maria Magalhães, Ricardo Miranda, Marta Luz, Carlos alberto, além de respresentantes do minitério da cultura, da petrobas, e claro a fámilia Rocha.  Após a cerimônia onde foi exibido um filme sobre todo o processo de restauração do acervo do Tempo Glauber do qual eu tive o prazer enorme de participar e acompanhar pessoalmente, foi servido o tão famoso acarajé to Tempo Glauber. O mais importante disso tudo é fato de Glauber poder ir a todos os lares através da internet e é a democratização de um dos dez mais importantes acervos particulares do mundo.  Viva Glauber! Um dos maiores pensadores que já passou por essas terras tupiniquins

PRÓXIMA PARADA, FESTIVAL DO RIO
(28/setembro/2008)
Um dos maiores e mais aguardados festivais de cinema do Brasil começou essa semana, trazendo na abertura o filme do Bruno Barreto Última Parada 174 que mostra a já conhecida história do assalto ao ônibus 174, mais uma tragédia brasileira sendo vendida, o mais engraçado que não somos apenas nós brasileiros que estamos cansado dessa cosmética da fome, a coisa é tamanha que o filme Tropa de Elite recentemente lançado nos EUA recebeu uma  crítica devastadora do New York Times relacionando o filme com uma venda negativa da imagem do Brasil, mas voltemos ao festival, como sempre ele traz ótimas opções para conhecermos melhor a cinematografia de outros países. O festival vai 25 de setembro a 9 de outubro e está recheado de atrações desde muitas pré-estréias nacionais até varias outras de grandes nomes do cinema e personalidades. São ao todo 350 filmes entre eles tem os longas do  Wood Allen e irmãos Coen, essa semana temos a Estréia de A Festa da Menina Morta de Matheus Nachtergaele, muitos filmes, muitas opções só não dá para perder.

PISOU NA BOLA ??!
(12/setembro/2008)
Segue em cartaz o filme show de bola, lendo um título desse logo se imagina 'ih é filme de futebol', como de fato é, porém, não é apenas futebolístico também tem favela, o que é uma realidade costumeira no cinema nacional, a questão é que não é tão nacional assim, o filme é dirigido por um alemão Alexander Pickl, que tem uma visão totalmente 'gringa' da coisa, você vai ver 'na pele' o que a filme Lucia Murat mostrou com o filme olhar estrangeiro, nada como ver um Brasil de um ponto de vista alemão com bastantes estereótipos.
Essa semana estréia Ensaio sobre a Cegueira do Fernando Meirelles um dos filmes mais aguardados do ano, finalmente chegou à hora de todo mundo tirar suas próprias conclusões de um filme que dividiu a crítica cinematográfica mundial drasticamente, sexta é dia de correr para os cinemas.

AFINADÍSSIMOS
(31 de agosto/2008)
Durante as últimas semanas pude conferir quatro pré-estréias, Nossa Vida Não Cabe Num Opalla de Rogério Pinheiro, O Aborto dos Outros da Carla Gallo, Os Desafinados de Walter Lima Jr. e O Mistério do Samba de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, o melhor de tudo que todos os filmes saem do clichê nacional, apesar de dois desses filmes serem documentários.
Nossa Vida Não Cabe Num Opalla traz na trama principal uma família paulista envolvida em roubo de carros, o ponto forte do filme é a participação mais que especial da atriz Dercy Gonçalves como sempre dando um show e a atuação da Maria Luiza Mendonça, o filme frustra o espectador com erros primários de continuidade, porém tem um roteiro muito bem desenvolvido que leva o espectador pra dentro do filme.
O Aborto dos Outros é um documentário sobre aborto legal no Brasil, uma pesquisa primorosa foi feita para a elaboração do roteiro, cenas fortes podem ser vistas como a bolsa de uma menina estourando e caindo o líquido amniótico, o filme é um pouco cansativo e no melhor depoimento você infelizmente não confere o rosto da pessoa ao invés disso você observa por muito tempo uma torneira pingando.
Os Desafinados é provavelmente o maior acerto em matéria de público que o Walter Lima Jr. vai dar, o filme envolve o espectador e mostra com muito bom humor o cenário da Bossa Nova, Walter mostra que não perdeu a mão mesmo depois de 11 anos após o sensível A Ostra e O Vento, o filme tem peca em alguns pontos como a dificuldade de entender quantos anos o personagem do Rodrigo Santoro fica com o passar do tempo, porém, no final do filme o espectador sai do cinema cantando “Copacabana Princesinha do Mar...”.
O Mistério do Samba é uma obra prima musical, um registro apaixonado de sambistas que não são valorizados em meio da cultura do ’Créu’, o filme tem um valor cultural inimaginável se contarmos que não existe nenhum trabalho parecido e também pelo fato de letras de sambas inéditos terem sido descobertas durante o processo de filmagens.
Além desses quatros filmes existem outras obras brasileiras em cartaz: Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito, Devoção, Era uma Vez, Estômago, Linha de Passe, Nome Próprio, O Guerreiro Didi e a Ninja Lili, Pequenas Histórias e Santiago e Show de Bola. Muitas opções pra quem gosta de cinema brasileiro

ZÉ DO CAIXÃO
(19/agosto/2008)
Sexta passada marcou a volta de Zé do Caixão as telas do cinema, com Encarnação do Demônio, mas a grande dúvida é quanto a sua adaptação ao cenário cinematográfico do momento. Zé do Caixão ficou conhecido na década 60 quando lançou alguns filmes trash`s de terror, ele alcançava um público de baixa renda graças ao sistema exibidor da época, hoje grande parte do seu público não tem acesso aos cinemas dos shoppings e também envelheceu. Mojica sempre atingiu um público do interior e suburbano que gastava no preço do ingresso o valor de um salgado na lanchonete da esquina. Vai ser um desafio e tanto, mas para um mercado que só está acostumado com o nordestino e o favelado um terror bem feito sempre é bom. Com todas as possíveis adversidades Mojica tem um ponto a favor Encarnação do Demônio custou 1,8 milhões de reais, muito dinheiro para alguém que estava acostumado fazer produções com menos de 500 mil. Diante do possível problema de público Zé do Caixão se juntou ao Murilo Salles e pediu ao público que comparecesse as salas de cinema no fim de semana de estréia do seu longa, só que dessa vez, através de jornal.Espero que não vire moda.

MAIS DO MESMO
(8/agosto/2008)
Sexta passada estreou mais um filme sobre favela. “Era uma vez” teve direção do Breno Silveira, com um elenco jovem que seduz o público, essa é uma das características do Breno, ele sabe emocionar o espectador.
O filme é uma espécie de Romeu e Julieta, a família do favelado e a família da Viera Souto são contra o namoro.
O grande problema do filme é o grande problema do cinema nacional: vender tragédia. Quando não é favela, é nordestino, cine-tragédia brasileira, cosmética da fome, não importa como é chamado, a questão é que no país, na maioria das vezes, só se produz isso.
O mercado já não é muito bom para os filmes nacionais, e com a repetição dos temas fica difícil reverter a situação. Voltamos, assim, à velha questão da culpa pelo insucesso dos filmes brasileiros na bilheteria nacional: repetição de tema de favelados e nordestinos, esse é um dos motivos, não se engane ao achar que as cine-tragédias fazem sucesso com público. As últimas grandes bilheterias do cinema nacional foram “Tropa de elite” e “2 filhos de Francisco” que, juntos, não fazem 1/5 da quinta maior bilheteira do circuito nacional.

MOVIMENTADO MUNDO DO CINEMA (26/julho/08)
Mais uma estrela se apagou, Dercy partiu e deixou nossos dias mais tristes. Ícone da chanchada, ao lado de Zé Trindade e Oscarito, fez história no nosso cinema. A chanchada perde hoje uma de suas estrelas máximas, que vai deixar muitas saudades.
Mudando de assunto, semana passada circulou um e-mail do Murilo Salles diretor do filme Nome Próprio, dizendo o seguinte:
"Pessoal, alô! Tudo bem?
É AGORA OU NUNCA!
Nessa próxima sexta-feira dia 18 de Julho "Nome Próprio" entra em Cartaz. São 4 anos de trabalho intenso, numa batalha muito ralada por todos nós, uma equipe muito especial e apaixonada...
O QUE é CRUEL é que, na sexta-feira, 18, no sábado, 19, e no domingo, dia 20, NOSSO DESTINO SERá TRAçADO. Cairemos no esquecimento ou poderemos afetar um grupo de gente bacana. VAI DEPENDER DESSE FIM DE SEMANA!!! É bem assim: se as pessoas forem ao cinema e o filme cumprir a renda média do cinema, ele continua em cartaz, dando tempo para o boca-a-boca trabalhar por ele. Se isso não acontecer, na famosa reunião de segunda dia 21, o filme será substituído por um outro. E, 4 anos de trabalhos intensos serão entregues ao esquecimento. É CRUEL MESMO. ?
Estamos lançando o filme com a CARA E A CORAGEM, apostando que fizemos um trabalho de excelência, desafiador, intenso e delicado. ESCREVO ESSE E-MAIL para dizer que CONTO COM VOCÊS com a CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO de nossa equipe, dos atores e de nossos amigos.
Precisamos dizer?às pessoas que amam CINEMA, e que não são poucas, que ASSISTAM? aos filmes logo que entram em cartaz, pois é uma militância SIM pela sobrevivência de um cinema mais autoral, mais pessoal, mais digno.
VAMOS AO CINEMA NESTE FIM DE SEMANA para garantir que o filme
continue mais uma semana, para que o boca a boca pegue. Comuniquem
aos amigos, usem suas redes de influências, disparem esse flyer
pelos seus mailing lists, comentem sobre isso nas baladas?da semana.
Vamos vencer a batalha contra o esquecimento?e?a mesmice!
Contamos com todos vocês.
VALEU, Murilo Salles "
Esse e-mail gera muitos pensamentos. Imagina você tendo investido muito dinheiro em um cinema, e você precisa pagar suas contas, entra em cartaz um filme que não atrai o público e não rende nada em sua estréia, você manteria esse filme em cartaz!?!? Isso traz à tona a velha discussão sobre quem é o culpado do insucesso do cinema nacional nas bilheterias, pode-se dizer que nem todo mundo é vilão e nem todo mundo e vítima.

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Texto 1 - Julho de 2008

Alô, alô Brasil, alô, alô América Latina, alô, alô Mundo! O assunto é cinema!!! Com essa frase de Glauber Rocha, começamos a falar de cinema. O nosso bom e velho cinema nacional continua em sua caminhada árdua para vencer os blockbusters norte-americanos.
Muito se comenta sobre os motivos dos nossos ‘fracassos’ de bilheteria. Seria problema das campanhas de marketing? Seria falta de temáticas interessantes? Ou será a eterna desculpa que cinema nacional é só pornografia?!?! Talvez seja um pouco de cada!
O que se vê, realmente, são filmes de linguagem televisiva conseguindo um público melhor, todos eles sem exceção alguma ligados a Globo Filmes... tirando isso ainda existem os mesmo velhos problemas da não valorização do produto nacional, o pouco incentivo, leis de protecionismos ao nosso cinema são mais que necessárias, não somente as leis, mas também o cumprimento e a fiscalização delas também.
Deixando um pouco de lado esses contratempos, vamos falar do futuro, um futuro não muito distante de bons filmes. Ontem, estive presente na cabine do longa-metragem Elvis e Madonna. O filme, dirigido pelo cineasta Marcelo Laffite, vai, com certeza, gerar controvérsias!
O que dizer sobre um romance entre uma lésbica chamada Elvis (Simone Spoladore) e um travesti chamado: Madonna (Igor Cotrim) ? As risadas são garantidas, com atuação excelente de Igor.
É esperar pra ver.
Entrou em cartaz na sexta-feira passada o drama brasileiro “Pequenas histórias”, dirigido pelo mineiro Helvécio Ratton ,que conta com grande elenco, com destaque para Paulo José, Marieta Severo e Patrícia Pillar. O filme tem duração de 83 minutos. Segue também em cartaz o elogiado e premiado “Estômago”, do diretor Marcos Jorge, que mostra a jornada de Raimundo Nonato (João Miguel), um cozinheiro nordestino que tenta ganhar a vida em São Paulo.
E a última nota: Sexta, dia 18, estréia o drama “Nome Próprio”, de Murilo Salles. Leandra Leal vive uma jovem escritora.
O filme trata da paixão e da superação.
E que muitas estréias venham por ai.
VIDA LONGA AO CINEMA NACIONAL!!
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